Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Uma licença especial

Durante o percurso da subida da “Praia” para o “Sítio” no ascensor da Nazaré podemos ouvir algumas conversas, alguns desabafos. Uma dessas conversas dava conta de que já nem caracóis se podem apanhar para fazer um lanche à maneira. Agora quem for apanhado com mais de um quilo de caracóis em plena apanha terá de pagar 250,00 € de multa. Fiquei na dúvida - quem a iria passar, quem se daria ao trabalho de andar a ver onde é que andavam a apanhar caracóis (?) - para logo chegar a uma conclusão, que não sei se será a correcta, mas acho que só possa ser GNR. Então, não têm mais nada que fazer? Será que os caracóis estão em vias de extinção?

Já com os “percebes” é a mesma coisa. A Polícia Marítima vai atrás do pequeno mariscador, como aqueles que vão ali para as pedras apanhar uns percebes para o lanchinho e, se te descuidares, se já tiveres mais de um quilo no saco, lá terás de te amanhar com um auto às costas!

Por este andar um dia destes nem às “Camarinhas” podemos ir (!) - ou será que também já é preciso uma licença especial e eu não sei?

 



publicado por f0fa às 14:20
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7 comentários:
De re21 a 22 de Maio de 2009 às 21:07
Essa dos caracois é nova para mim, alêm das camarinhas já só falta também é os gambozinos,isto está pela hora da morte ;)


De West a 23 de Maio de 2009 às 03:33
Isto faz-me lembrar aquela vez, Setembro de 2007, quando eu e o Pirata fomos aos percebes, e com as mochilas cheias, talvez uns dez quilos cada um, tudo muito bem disfarçado, aliás como nós, como se fossemos dois banhistas em férias, que na realidade até éramos, mas não de férias. Ao chegarmos junto da Capitania, entrei por esta dentro, com a bolsa à tiracolo e máquina fotográfica em punho e a mochila às costas com o tal carregamento de percebes, tudo só para ver a tabela das marés... e sem licença alguma. Está-se mesmo a ver o que me moveu, aquela força incontrolável de desafiar o perigo eminente e ao mesmo tempo controlado, acho eu. Pena não ter deixado a máquina com o pirata para sacar a imagem.
Nesse dia havia tanta, mas tanta gente a apanhar percebes que a dúzia de homens ao serviço da capitania, se tivesse de actuar, não teriam mãos a medir. Temos fotos dos percebes, da apanha, do caminho para la, bem perto dos carreirinhos, quase por de baixo do farol, de algum pessoal que lá estava e que até depois reenviei para que também recordassem, enfim, um montão de fotos com a minha sanyo que já não tira fotos. A foto actual do cabeçalho do West Side foi tirada nesse dia.
Esse mês foi altamente proveitoso, não de vendas porque não vendi nada dessa apanha e de outras que aconteceram nesse mês, mas de sabores do mar [percebes] cozinhados aqui pelo West e pela Loira, além do convívio que se teve com os amigos ao sabor do 'dito' com a bela da cerveja. Para recordar. Inesquecível.


De Serenela Periquito. a 24 de Maio de 2009 às 00:16
Concordo com o post,acho uma estupidez agora pagar-se multas por tudo e pr nada.
Se calhar é,se calhar já há alguma lei de não poder-se apanhar camarinhas,ás tantas estão em vias de extinção também,lol....!
Por falar em multas,até a minha sobrinha,que ainda nem tem 3 anos,já está traumatizada com as multas,quando entra no carro,diz-me logo:
Tia poe o xinto,xe não a pelixa ralha!
Pede-me logo para por o cinto,porque senão a polícia ralha.
Assim é que é,a minha Sara Sousa tem bons hábitos logo desde pequenina.
Serenela Periquito,uma Tia babada.


De Balau a 24 de Maio de 2009 às 08:55
A ser verdade, não é de estranhar porque os deveres são cada vez mais e os direitos menos. Estão a ver uma pessoal ir buscar um saco de areia à praia e aparecer a Polícia Marítima com o livro de recibos e máquina fotográfica na mão? Tudo é possível nesta República...


De West a 25 de Maio de 2009 às 00:57
Olha, nem de propósito. Certa ocasião estava eu na companhia da minha filha mais nova, a Ariana, não devia ter mais de cinco anos, parei o carro junto ao antigo e já inexistente Hotel D. Fuas para ir buscar um ou dois baldes de areia. Eu sabia que não se podia ir ali carregar uma camioneta de areia, para isso existem os areeiros, mas caramba um balde de areia... logo apareceu um polícia marítimo, fora de serviço, na sua viatura e à civil. Veio ter comigo identificou-se e disse que era estritamente proibido tirar areia da praia. Se eu não deixasse lá a areia passava-me um auto, disse o zeloso agente da autoridade. Ok, compreendi e fui de caminho à praia do Norte, famosa pelas suas ondas, buscar o tal baldito de areia, tendo voltado lá, não com um, mas com dois baldes e um grande recipiente de plástico, por duas ou três vezes para levar mais areia, só por embirração. Conclusão, a Ariana teve areia à porta de casa para o resto do verão – e se ela adorava brincar com areia!


De Maria Laura Anastácio a 21 de Julho de 2009 às 22:16
Comento este post, porque discordo de todos os comentários que li. De facto mais cedo ou mais tarde teria que haver uma legislação que controlasse a apanha de caracóis como já para os percebes e que infelizmente nem sempre é fiscalizada como deve de ser. Trata-se de uma actividade que ataca directamente os ecossistemas, alguns deles bastante frágeis. Sabiam que o alimento preferido das aves são os caracóis? Que na maior parte dos paises que têm costa litoral rochosa a apanha do percebe é completamente proibida? E que as camarinhas (porque é que aparece entre aspas?) é de facto uma espécie em extinção e que mais cedo ou mais tarde vai ter estatuto de protegida como tem a gilbardeira e azevinho? Sabiam também que só existe camarinha no litoral dunar altântico da Peninsula Ibérica (em mais lado nenhum) e que a população está a desaparecer completamente? que só existem pequenas manchas de jovens palntas entre Peniche e a Figueira da Foz, por causa do desaparecimento do coelho na natureza? A apanha da camarinha assim como a do percebe não só deve estar sujeiita a coima como mais cedo do que se julga vai ser proibida... assim o espero!

Mª Laura Anastácio



De Graça a 6 de Abril de 2011 às 10:32
Concordo com a Laura. Estes recursos tem de ser utilizados de forma sustentada, isto é, temos de dar a possibilidade às espécies de se reproduzirem ou elas desaparecem de vez e ai acabou. Acho que haver um controle na quantidade e/ou epoca em que se abatem espécies (ou apanham os frutos que lhes permitirão crescer noutro lado) é a unica forma de garantir que ainda existirão daqui a uns anos.


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